OMS envia especialistas ao Congo para conter surto do ebola

OMS envia especialistas ao Congo para conter surto do ebola

Um total de 44 casos da doença foram reportados no país, sendo três confirmados, 20 prováveis e 21 suspeitos

Por EBC/ AGÊNCIA BRASIL 17/05/2018 - 13:56 hs
Foto: Luis Fonseca/Agência Lusa
OMS envia especialistas ao Congo para conter surto do ebola
Divulgação

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou hoje (17) o primeiro caso urbano de ebola na República Democrática do Congo. O paciente foi identificado em Wangata, uma das três zonas de saúde de Bandaka, cidade de quase 1,2 milhão de habitantes. Até a última terça-feira (15), um total de 44 casos da doença foram reportados no país, sendo três confirmados, 20 prováveis e 21 suspeitos.

“O Ministério da Saúde da República Democrática do Congo anunciou a descoberta, depois que testes laboratoriais conduzidos pelo Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica confirmaram uma amostra como positiva para ebola”, informou a entidade.

Até então, todos os casos confirmados de ebola no país haviam sido reportados pela região de Bikoro, que fica na mesma província, mas a uma distância de cerca de 150 quilômetros de Bandaka. As unidades de Saúde de Bikoro, segundo a OMS, têm funcionalidade bastante limitada e as áreas atingidas pelo surto são difíceis de serem acessadas – sobretudo em meio à atual estação de chuvas na região, que provoca o alagamento de estradas.

“Este é um acontecimento importante, mas temos agora melhores ferramentas do que antes para combater o ebola”, declarou o diretor-presidente da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “A OMS e nossos parceiros estão tomando ações decisivas para interromper a propagação do vírus”, completou.

A entidade informou ainda que vai enviar à Bandaka uma equipe de 30 especialistas para conduzir a vigilância da cidade e que trabalha junto ao Ministério da Saúde local e parceiros para envolver a comunidade em ações de prevenção e tratamento e também para reportar novos casos de ebola.

“A chegada do ebola a uma área urbana é muito preocupante e a OMS e seus parceiros estão trabalhando juntos para rapidamente ampliar a busca por contatos próximos a casos confirmados na área de Bandaka”, destacou o diretor regional da entidade para África, Matshidiso Moeti.