Homem teria cometido crime porque não queria sair de casa

A vítima desejava sair para local desconhecido.

Por Redação 20/06/2022 - 17:06 hs
Foto: Divulgação/CMB
Homem teria cometido crime porque não queria sair de casa
Registro do Local do Acidente.

Agentes da Divisão de Investigação Criminal de Canoinhas (DIC), após a realização de trabalho investigativo, elucidou o crime de homicídio ocorrido no sábado, 18. Foi cumprido o mandado de prisão e o acusado foi enviado à Unidade Prisional Avançada. O motivo torpe do crime foi o que mais chamou a atenção da comunidade.

De acordo com parte do depoimento, a vítima queria sair naquela noite, provavelmente para local, ao passo que o suposto autor se recusava a sair de casa. Esse desentendimento teria levado às agressões.

Um homem de mais de 60 anos confessou o crime que cometeu no interior de sua residência na Rua Francisco Wilnar Friedrich.

O corpo da vítima foi encontrado numa valeta.

O CRIME

Na manhã de domingo, 19,  por volta das 10h, a Polícia Civil foi acionada tendo em vista o encontro de um corpo jogado em uma vala no bairro Industrial I, o qual estava seminu e com dedos da mão decepados.

Coordenada pelo delegado Darci Nadal Junior, as equipes imediatamente foram ao local, onde constatou-se, após investigações, tratar de crime de homicídio qualificado, por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima, bem como, tratar-se de crime cometido de forma brutal, por motivos sem importância e sem a mínima possibilidade de defesa do ofendido.

De acordo com a Polícia Civil, o autor atraiu a vítima até a sua residência para o consumo de bebida alcoólica, e, em seguida, a executou com múltiplos golpes, realizados com instrumentos perfurantes e contundentes – faca e foice.

A vítima, identificada como Luciano da Silva, de 46 anos, apresentava ao menos três lesões perfuro-cortantes na região da nuca, três lesões na região do pescoço e uma lesão na região do maxilar, esta com perda óssea e destruição da prótese dentária e, ainda, na mão direita foi constatada a amputação de três dedos.

A Polícia Científica e o Instituto Médico Legal foram acionados para a realização dos trabalhos técnicos e encaminhamento do corpo para exame cadavérico.

Após identificar o corpo, colheu-se o depoimento preliminar de moradores locais, e em seguida foi possível seguir rastros de sangue até a porta de uma residência localizada a cerca de 50 metros do local em que o corpo foi encontrado.

Ante a possibilidade de o morador estar em situação de risco, realizou-se o arrombamento da porta. O morador não foi localizado.

Já no interior da residência, constatou-se algumas pequenas manchas de sangue. Segundo a Polícia Civil, nitidamente o local foi alterado, pois o chão foi lavado com água quente.

No local também foi encontrado pertences de Luciano (telefone celular, relógio e bicicleta),bem como a faca utilizada para praticar algumas das lesões.

Em buscas, a Polícia Cientifica encontrou uma foice com resquícios de sangue embaixo do assoalho (instrumento utilizado para a realização de algumas lesões no corpo da vítima), bem como a calça de Luciano.

Fora da residência foi localizada uma fogueira, com um pedaço de fragmento de cortina compatível com uma cortina do interior da residência, o qual estava parcialmente carbonizado.

De posse da qualificação do suposto autor dos fatos, identificado como sendo um homem de 63 anos, deslocou-se uma equipe para realizar buscas na cidade com o intuito de encontrar o seu paradeiro, sendo localizado horas depois em uma praça no centro de Canoinhas.

De acordo com o delegado Darci Nadal Junior, durante interrogatório, o suspeito confessou a autoria dos fatos.

“Vítima e autor estava bebendo vinho juntos, quando ocorreu um desentendimento entre os dois, uma vez que a vítima queria sair a noite, ao passo que o suposto autor se recusava a sair de casa“, informou Nadal.

Após a finalização da perícia técnica, oitiva de testemunhas e do suposto autor dos fatos, representou-se, em regime de plantão, pela decretação da prisão preventiva do criminoso.

Ante a gravidade dos fatos, o Ministério Público rapidamente manifestou-se favorável, assim como o Poder Judiciário. Desta forma, o mandado de prisão foi cumprido e o preso encaminhado para a Unidade Prisional Avançada de Canoinhas.