Kátia Oliskowski diz que não há caos na saúde e defende contratos com o Hospital

Secretária de Saúde de Canoinhas foi sabatinada na noite desta terça-feira, 17, durante sessão da Câmara de Vereadores.

Por Redação 18/05/2022 - 18:17 hs
Foto: Reprodução/Youtube
Kátia Oliskowski diz que não há caos na saúde e defende contratos com o Hospital
Secretária de Saúde de Canoinhas - Kátia Oliskowski

                Após requerimento elaborado pelos vereadores Marcos Homer (POD); Juliana Maciel (PSD); Tati Carvalho e Zenilda Lemos (MDB); a Secretária de Saúde de Canoinhas, Kátia Oliskowski, esteve na sessão da última terça-feira, 17, prestando esclarecimentos sobre a pasta. Na tribuna disse que não há caos na Saúde do município e defendeu os contratos firmados com o Hospital Santa Cruz.

                “A gente tem ouvido que a saúde de Canoinhas está um caos, e eu me pergunto todas as manhã sobre isso (...), estamos numa situação difícil? Estamos! Mas a gente tem que tomar cuidado para não ofender quem está na frente do serviço”, esclareceu.

                Kátia afirmou que as redes sociais inflamaram discursos que não condizem com os princípios que norteiam o atendimento do SUS – Sistema Único de Saúde – e que os canais oficiais de reclamação não estão recebendo a demanda: “até a minha sugestão é tabular essas informações – que estão sendo apresentadas pelos vereadores – para a gente tentar entender onde estão essas reclamações”, pontuou.

                A Secretária destacou que existem dois contratos firmados com o Hospital Santa Cruz, um de urgências e emergências e outro para atendimentos eletivos e que na opinião dela, salvo uma irregularidade com o registro de uma especialidade, não existem pontos não cumpridos pelo prestador do serviço. Ela defendeu a manutenção das atividades: “se fosse com meu pai, eu prefiro que ele seja atendido aqui e não numa cidade fora”, justificou.

PLANTÃO

                Kátia esclareceu a operacionalidade dos contratos de plantão. De acordo com ela o convênio é junto ao Hospital Santa Cruz, no qual o médico fica a disposição do município presencialmente. Ela ressalta que o contrato é com o próprio hospital e que é ele quem gerencia o serviço, bem como controla a contratação e escala dos médicos.

                De acordo com o relato da secretária, para acessar as especialidades, o paciente tem de dar entrada na UPA – Unidade de Pronto Atendimento – que é a porta de acesso do SUS. Na UPA quem vai encaminhar para a especialidade médica de urgência e emergência é o médico que realizar o atendimento. O paciente, então é levado ao centro médico do hospital, onde passará por uma nova triagem. Havendo, de fato, a necessidade do atendimento, ele será recebido pelo sistema.

                Questionada sobre relatos de falta dos plantonistas, disse que recebeu essas informações e que todas eram questões de urgência. Sobre a questão, disse que encaminhou a demanda aos órgãos de fiscalização e regulação.

                Também em resposta a questionamento, afirmou que nunca houve relato de uma complicação médica de um paciente devido ao plantonista não estar na função do Plantão, em virtude de estar em outra especialidade. Para Kátia, o Médico Plantonista só precisa estar a disposição no momento em que lhe é demandado, podendo ele, segundo ela, exercer outras atividades na unidade de saúde.

SOBREAVISO

                Neste caso a secretária explicou que o médico deve comparecer em tempo hábil para não comprometer o estado de saúde do paciente, mas que não existe um tempo determinado para que isso ocorra, conforme resolução do Conselho Regional de Medicina. No entanto, foi alertada pela vereadora Tati Carvalho que o contrato firmado prevê um prazo de uma hora para a apresentação do médico.

PEDIATRIA

                Kátia também falou sobre a falta de médicos pediatras no município. De acordo com ela há vacância do cargo e não tem profissionais inscritos nos processos seletivos para ocupar a vaga. “Os profissionais não tem interesse em atender SUS, não podemos obrigá-los”, defendeu-se.

                Ela também destacou que a contratação de Pediatras é uma necessidade regional e até estadual pela escassez dessa especialidade.

SUPERLOTAÇÃO NA UPA

                Sobre a UPA e a alta demanda, a secretária destacou que existe equipe habilitada para dar conta do atendimento. Seriam 54 horas de atendimento médico/dia disponibilizado na instituição, porém, que há casos onde o atendimento fica muito demorado devido à pressão no sistema.

                Kátia explicou que na UPA os pacientes não marcam hora para a consulta, devido a ser o atendimento emergencial, no entanto, quando muitas pessoas procuram a unidade no mesmo período, o sistema sobrecarrega e há atrasos no atendimento.

                Ela destacou, ainda, que os pacientes tem de entender que o atendimento médico precisa de tempo: “existe o tempo de acolhimento, o tempo para a dispensação dos remédios”, frisou ao afirmar que não é possível acelerar as consultas, somente em virtude da demanda alta.