Por que pensar e agir em prol das águas?

Por Dr. Jairo Marchesan; André Leão; Rafael Leão; e Murilo Anzanello Nichele

Por Pensando Bem 31/01/2022 - 11:44 hs
Por que pensar e agir em prol das águas?
Rio Negro - Três Barras. ARQUIVO.

Desde o mês de março de 2021 um grupo de Pesquisadores e Consultores da Universidade do Contestado (UnC) reúne-se semanalmente para pensar, elaborar e escrever o Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Canoinhas e Afluentes Catarinense do Rio Negro. A parceria e o trabalho de estudos, desde a construção do Projeto de Pesquisa, até o vencimento do certame decorre do Edital 03/2021 da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Santa Catarina (FAPESC), o qual, é uma demanda da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável  - SDE/SC. O Projeto em questão trata de elaborar as etapas de pesquisa para construir o Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Canoinhas e dos Afluentes Catarinenses do Rio Negro, mais especificamente as etapas "D" Prognóstico dos Recursos Hídricos (Planejamento a curto, médio e longo prazos) e "E", que consiste no Plano, o qual, contém metas, ações e indicadores a seres mantidos ou alcançados para a plena gestão da água na bacia hidrográfica. A etapa anterior referente ao diagnóstico dos recursos hídricos já foi realizada por outra Instituição, e, agora, trata-se de fazer as projeções ou prognósticos da quantidade de água disponível no referido território, do levantamento da demanda de uso para os diferentes setores, como o abastecimento humano, criação animal, indústria e também do confronto entre trais disponibilidades e demandas, conhecendo e indicando as áreas críticas para expansão (quando se confrontam as disponibilidades e as demandas). Portanto, é primordial que a sociedade regional saiba e reconheça que há pesquisadores trabalhando em prol da avaliação da quantidade e qualidade das águas para a atualidade e cenários futuros de curto (05 anos), médio (10 anos) e longo prazos (15 anos) da referida Bacia Hidrográfica. A sociedade organizada, desde o Comitê de Bacias, bem como usuários de água de diferentes setores e atividades (empresas públicas e privadas e diferentes consumidores) vêm contribuindo com informações, questionamentos e efetiva participação (seja em reuniões presenciais nos municípios da Bacia, ou por meio de videoconferências), no sentido de constituir um Plano de Bacia, isto é, saber quanta água têm, quanta é consumida e quais as demandas futuras ou exigidas para as diferentes atividades na Bacia Hidrográfica. A isso, denomina-se balanço hídrico. Pesquisadores deste projeto já circulam no referido território para ver, conversar com a população, usuários, representantes políticos e outros, para a obtenção dados, informações e ampliar o leque de conhecimentos sobre a disponibilidade, usos, consumo e destino das águas, afinal, a água é um dos principais, se não o principal insumo ou bem natural fundamental para a vida e o desenvolvimento de qualquer atividade econômica. Por estas e outras razões, há a necessidade de que a população regional incorpore e se empodere desta perspectiva, bem como, torne-se protagonista nesse e desse processo! Pensar e agir em prol do cuidado com as águas, assim como com outros bens naturais (solos, fauna, flora, ar...) é responsabilidade social e ambiental de todos! Afinal, assim como herdamos bens naturais em quantidade e qualidade das gerações anteriores, precisamos atuar para legar ou deixar na mesma quantidade e qualidade ou melhores para as gerações futuras. Por estas e outras, é questão de cidadania!

 

Dr. Jairo Marchesan. Docente dos Programas de Mestrado e Doutorado em Desenvolvimento Regional e do Programa de Mestrado Profissional em Engenharia Civil, Sanitária e Ambiental da Universidade do Contestado (UnC).

E-mail: jairo@unc.br

André LeãoEngenheiro Ambiental e Sanitarista (Pesquisador)

Rafael Leão - Engenheiro Ambiental e Sanitarista (Pesquisador)

Murilo Anzanello Nichele – Biólogo (Pesquisador)