Sobre empatia e pandemia.

Por Nair Carolina Woitexen 07/12/2020 - 13:16 hs
Sobre empatia e pandemia.
Ilustração

Estamos em um momento muito difícil para todos, onde estamos tendo que aprender a lidar com uma nova sociedade, um novo mundo onde não podemos mais nos reunir como antes, abraços e beijos não são mais tão seguros, o medo de transmitir ou receber um vírus que mal conhecemos e que só sabemos que traz dor e sofrimento para muitas pessoas e suas famílias, nos deixa muito inseguros. Aprender a sobreviver a essa nova fase de distanciamento, muda toda a perspectiva de contato, de comunicação, de expressão e de demonstrar afeto. Nossos meios de relacionamentos e prioridades mudaram, e com isso, precisamos realinhar nossos conceitos. Como estamos lidando com as notícias de uma doença assustadora e sem controle?? Notícias que na maioria das vezes vem pela redes sociais, e que nem sempre sabemos a veracidade delas. Como convivemos com o medo de perder entes queridos e ao mesmo tempo lidar com a dificuldade que é viver em isolamento social?! Essa é a nossa realidade desde março de 2020, se passaram 9 meses e ainda não sabemos lidar com muitas situações, e tem como lidar com tudo isso?! Essa é a grande questão nesse momento, e penso que a melhor resposta para isso é: PRATICANDO A EMPATIA. Empatia significa a capacidade psicológica para sentir o que sentiria uma outra pessoa caso você estivesse na mesma situação vivenciada por ela. É o tentar compreender sentimentos e emoções, procurando experimentar de forma objetiva e racional o que sente outro. E porque a empatia? Porque o fato de conseguirmos nos colocar no lugar do outro, seja ele comerciante que depende da comunidade para viver, seja do pessoal que esta ainda muito assustado com a pandemia e não quer sair de casa ou receber visitas, seja com a pessoa que foi infectada e esta sob cuidados, seja com a família que lida com o vírus e o medo de perder um ente querido ou já perdeu, seja com quem não pode deixar de trabalhar para sobreviver, seja com quem consegue viver com menos e ficar em casa. Cada uma dessas pessoas tem suas razões para estarem ou não em casa, para apoiar ou não o “fique em casa”. Mas garanto que todas essas pessoas estão também lutando por uma vida melhor, por uma vida saudável e sem esse medo “invisível”, cada um da sua maneira e sua condição, e precisamos aprender a respeitar isso também, mesmo que não concordemos, respeitar, é preciso. Definir um “certo e errado” neste momento, julgar a atitude do outro, apenas nos afasta mais ainda uns dos outros. Temos gestores que estão fazendo o possível como setor responsável para que a pandemia não afete tantas famílias, isso incluiu novas regras que nem sempre agradam a todos, mas ainda é a função da gestão pública, e regras pensadas na coletividade, devem ser respeitadas, em nome de um grupo maior. A empatia precisa ser lembrada naquele momento em que você sabe que alguém esta passando por dificuldades e antes de dizer o que ele deve ou não fazer, devemos pensar em como esta pessoa se sente a respeito, que condições ela tem de fazer algo nesta situação, como ela aprendeu a lidar com isso, se esta decisão influencia na sua vida ou não, e lembrar do mais importante, de que a escolha é dela, e não sua. A empatia precisa ser vivenciada todos os dias, ela só tem coisas boas a nos oferecer. Essa pratica, tem o poder de nos trazer mais paz e harmonia em todas as relações que temos. Esse princípio básico de respeito e colocar-se no lugar do outro evita muitos conflitos e mágoas desnecessárias. Por isso, vamos lembrar mais que somos todos seres humanos e todos merecem a busca por uma vida melhor. Cuide de você e de quem esta ao seu redor e assim vamos juntos em busca de uma nova vida sem pandemia e com mais amor e empatia no coração, mais saúde física e mental, melhores relações e alegria de viver.