TODOS CONTRA A VIOLÊNCIA COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Príncela Santana da Cruz, Jaquelini Conceição e Caroline Walter de Oliveira Rudey

Por PSICOAÇÃO 15/10/2020 - 13:47 hs
TODOS CONTRA A VIOLÊNCIA COM CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Ilustração

No dia 12 de outubro comemoramos o dia das crianças. É comum nesta data ou próxima a ela as comemorações nas instituições escolares, promoções em locais de lazer infantil e companhas voltadas a conscientização da população aos direitos das crianças.

Porém, além das comemorações e festas em famílias, é importante falar sobre a violência infantil que pode acontecer de diversas formas: maus-tratos, violência física, verbal, abuso sexual e outros. Diferentemente do que se possa imaginar, a violência contra crianças não ocorre apenas fora do âmbito familiar, outrossim, podemos nos surpreender com o fato de que, violências e abusos que muitas crianças sofrem, acontecem por parte daqueles que tem como dever as proteger!

A violência contra crianças e adolescentes é o ato ou omissão cometido pelos pais, parentes, ou outras pessoas capazes de causar dano físico, sexual, ou psicológico à vítima segundo Minayo (2001) citado por Francischini e Neto (2007). Os maus tratos, o abandono, o abuso, a exploração sexual e o trabalho infantil, são práticas de violência contra crianças e adolescentes que não se caracterizam como práticas recentes. Porém, a visibilidade dessas práticas vem se destacando principalmente após a promulgação do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e tem contribuído para a proteção das crianças e adolescentes e também para que haja mais denúncias como forma para combater essas práticas vis.

É preciso cuidar de nossas crianças e adolescentes, pois elas são as novas gerações da nossa sociedade. Serão delas que o nosso futuro na sociedade dependerá. Às crianças e adolescentes devem ser oferecidas o direito a educação, saúde e lazer para um desenvolvimento saudável. Para isso, é preciso prestar atenção nas crianças e adolescentes, principalmente, nos sinais que elas apresentam, através de seus comportamentos. É preciso abrir os olhos para situações que causem algum constrangimento a criança ou ao adolescente, é preciso que haja comunicação, e informações às famílias, e escolas, incentivando para que elas conversem e relatem o que está acontecendo, para que assim seja possível proteger as crianças e adolescentes de qualquer tipo de violência e abuso.

A criança que sofre violência e abusos apresenta sinais tais como: alterações de comportamento, ansiedade, irritabilidade, raiva, introspecção ou depressão, edema, hematomas. Crianças mais novas tendem utilizar  estratégias internalizantes como culpar-se e deprimir-se ou externalizantes como gritar, ser agressiva, e culpar outra pessoa segundo Barros (2009) citado por  Silva, Gava, e Dell’aglio, (2013).

Se você perceber esses sinais em uma criança próxima a você, denuncie! A denúncia pode ser feita através do Conselho Tutelar, às Polícias Civil e Militar e ao Ministério Público, e pelo Disque 100, que tem funcionamento 24horas por dia incluindo sábados, domingos e feriados, podendo ser realizado em qualquer lugar do Brasil e de forma gratuita e anônima.

 

 

Referências:

FRANCISCHINI, Rosângela; SOUZA NETO, Manoel Onofre de. Enfrentamento à violência contra crianças e adolescentes: Projeto Escola que Protege. Rev. Dep. Psicol., UFF , Niterói, v. 19, n. 1, pág. 243-251, 2007. Disponível em . acesso em 02 de outubro de 2020.

SILVA, Doralúcia Gil da; GAVA, Lara Lages; DELL'AGLIO, Débora Dalbosco. Sintomas e quadros psicopatológicos em supostas vítimas de abuso sexual: uma visão a partir da psicologia positiva. Aletheia,  Canoas ,  n. 40, p. 58-73, abr.  2013 .   Disponível em . Acesso em: 02  out.  2020.

 

A Universidade do Contestado do Campus Canoinhas possui O Núcleo de Serviços em Psicologia (NSP) que oferece serviços gratuitos a comunidade e está localizado na rua Roberto Ehlke, n.85. O agendamento é realizado via SUS. Procure a Unidade de Saúde Básica do seu bairro.

 

Príncela Santana da Cruz – Docente do curso de Psicologia da UnC Canoinhas e Mestranda no Programa de Mestrado em Desenvolvimento Regional da Universidade do Contestado (UnC). E-mail: princela@unc.br

 

Jaquelini Conceição – Docente e Coordenadora do curso de Psicologia da Universidade do Contestado UnC. E-mail: jaquelini@unc.br

 

Caroline Walter de Oliveira Rudey – Discente do curso de Psicologia da Universidade do Contestado UnC. E-mail: carol.oliveirapsico22@gmail.com