Preços dos supermercados têm alta drásticas, entenda o motivo

Por Marcos Viana 09/10/2020 - 17:28 hs
Preços dos supermercados têm alta drásticas, entenda o motivo
Ilustração

Os produtos básicos tiveram um aumento imenso nos preços. Desde que a pandemia do coronavírus teve início, pode-se observar um aumento nas compras de supermercado. Afinal de contas, as pessoas tinham como objetivo aumentar o estoque de alimentos após o anúncio do isolamento social.

Com isso, a demanda desses produtos aumentou muito. E, por esse motivo, ocorreu uma demora tanto no atendimento presencial, quanto online. Algumas medidas  como terminais de autoatendimento em supermercados, tem facilitado o acesso a alguns serviços. 

As famílias de baixa renda são as que mais sentem o impacto do aumento dos preços. Bem como a falta de muitos produtos, e ainda o reajuste dos preços dos produtos mais básicos. 

Afinal de contas, a alimentação representou um aumento de mais de 30% na inflação dessas famílias, de acordo com um levantamento feito pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e também supermercados e energia elétrica lideram arrecadação de ICMS em meio a quarentena.

 

Consumidores estão sentindo o impacto do aumento

As famílias brasileiras, em especial as de baixa renda, estão sentindo no bolso o impacto do aumento dos preços dos supermercados. Nesses últimos meses, alguns alimentos que mais tiveram aumento foram: arroz, açúcar, feijão, verdura e legume, macarrão, frutas e a carne.

De acordo com os gerentes de alguns supermercados, o que levou ao aumento dos preços foi a pandemia, que afeta diretamente os preços de vários itens.

Afinal de contas, com o aumento da demanda, e com a dificuldade apresentada pela logística, levam à alta dos preços, que sempre irá impactar o consumidor final. Assim como a alta do dólar também contribuiu para o aumento dos preços.

Dólar afeta preços de produtos de supermercado no Brasil

 

O aumento do dólar também é mais um fator determinante do aumento dos preços dos produtos de supermercado no Brasil. Afinal de contas, com a moeda norte-americana em alta, o volume das exportações aumenta.

Com isso, quanto maior o volume de produtos exportados, mais caros se tornam os produtos para o consumo interno.

“ Podemos fazer uma relação com produtos de vendas no mercado do E-commerce produzidos no país, por exemplo, o que eu considerava a melhor passadeira a vapor para revenda, logo virou um modelo de exportação e preços em alta. Isso colocando em jogo todos os planos para este produto.

O mesmo ocorreu com o mercado de consumo alimentício, estamos vivendo em uma sociedade líquida, em que dependemos dos produtores. Se eles exportam mais, para abraçar um pouco do aumento externo, a demanda interna fica prejudicada, provocando o grande aumento nos preços.” diz Jhonata Silva, SEO google e analista de produtos internos.

Supermercados são notificados pelo Ministério da Justiça

Todas as principais associações e empresas relacionadas tanto à produção quanto à distribuição dos alimentos da cesta básica, foram notificadas pela Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor). Essa secretária está ligada no Ministério da Justiça.

Essas notificações terão como objetivo identificar os verdadeiros motivos dos aumentos dos preços, principalmente do arroz. Mesmo com o grande “equívoco” dos governadores em tranquilizar a população sobre abastecimento nos supermercados, o que pode ocorrer nos próximos meses é o verso disso. 

Sobre algumas iniciativa são os supermercados que precisam listar aqueles produtos que pertencem à cesta básica, mas que apresentaram uma alteração nos preços no último mês, bem como os 3 produtos que apresentam a maior variação de preço.

Além disso, também será preciso relacionar quais são os 3 principais fornecedores desses produtos listados, e também os preços médios que eles praticaram nos 6 últimos meses.

Mas não pense que basta listar, sem nada que comprove as informações. Ainda é preciso constar as notas fiscais, confirmando os valores que foram informados na lista. Nesta pandemia a polícia civil aumentou a fiscalização em supermercados.

Portanto, a Senacon e a ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados), estão trabalhando em conjunto para impedir qualquer prática de preços abusivos que possa ocorrer nesse momento.

No mais, uma dica para o consumidor evitar prejuízos, e lidar com essa alta dos preços da melhor forma, é sempre listar os produtos que pretende comprar antes de sair de casa.

Nessa lista, devem constar apenas os produtos mais essenciais. Durante essa fase, o ideal é optar sempre pelos produtos mais necessários mesmo. E também é preciso manter a calma, e sempre pensar na coletividade. Afinal de contas, a nossa família não é a única afetada. São milhões pelo país inteiro.