DOENÇAS CARDIOVASCULARES: PREVENIR É NECESSÁRIO!

Erick Douglas Weber da Maia; Jairo Marchesan

DOENÇAS CARDIOVASCULARES: PREVENIR É NECESSÁRIO!
Ilustração

Quem não possui algum amigo, um familiar, um conhecido ou já ouviu falar de alguém que tenha ou seja portador de doença cardiovascular? Você sabe o que são doenças cardiovasculares? Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, as doenças cardiovasculares são um grupo de patologias que envolvem o coração e vasos sanguíneos. Neste grupo, estão incluídas as doenças coronarianas (as que envolvem os vasos sanguíneos do coração, como por exemplo, o Infarto Agudo do Miocárdio - IAM), cerebrovasculares (doença que envolve os vasos sanguíneos que irrigam o cérebro, Acidentes Vasculares Cerebrais - AVC, ou Acidentes Vasculares Encefálicos - AVE, comumente denominados de “derrame”), doenças arterial periférica (afetam os vasos sanguíneos, que irrigam os membros superiores e inferiores), Trombose Venosa Profunda - TVP (doença em que há coágulos sanguíneos alojados nas pernas, os quais podem se deslocar para o coração e pulmões, entre outras enfermidades.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, as doenças cardiovasculares são responsáveis no país por mais de mil mortes por dia. Ou seja, é mais letal que todos os tipos de cânceres juntos. E como reduzir este índice? Quem é o responsável? Seguramente, não é apenas o Sistema Único de Saúde (SUS), Planos Privados de Saúde ou da falta de acesso a centros especializados! A culpa é minha, sua, nossa! Por isso, devemos nos utilizar da autorresponsabilidade e começar a atentarmos para os fatores de risco que na grande maioria é caraterizado como comportamental, ou seja, nossos comportamentos durante a vida podem ser (e serão) responsáveis pelo surgimento das tão temidas doenças cardiovasculares.

Estes comportamentos se enquadram dentro dos hábitos de vida, principalmente, como por exemplo, alimentação inadequada, sedentarismo, uso do tabaco e álcool, dentre outros. Pesquisas recentes mostram que 50% da suscetibilidade a doenças cardiovasculares estão relacionadas à genética. Com isso, a porcentagem faltante é de nossa responsabilidade.

Portanto, devemos adotar algumas medidas de prevenção, as quais sempre devem estar relacionadas aos fatores de riscos comportamentais. Assim, são passíveis de intervenção. Podemos citar como ações preventivas: cessar o uso do tabaco, evitar o uso de álcool, melhorar hábitos alimentares (ingestão adequada de frutas, verduras e legumes, redução no uso do sal), atividades físicas regulares, de preferência sempre acompanhado por um profissional - educador físico ou fisioterapeuta. Caso realize estas ações, PARABÉNS! Mas não pare por aí, desenvolva a capacidade de ser um incentivador da prevenção. Utilize como meta, convidar alguém para realizar atividades físicas preventivas, tais como caminhadas, por exemplo. Não arranje desculpa e comece hoje sua nova rotina (não deixe para a próxima segunda-feira). Caso contrário, os índices de mortalidade permanecerão altos e você pode ser uma vítima do seu próprio comportamento.

A mudança de hábitos não é considerada fácil, porém, se faz necessária quando se busca saúde melhor para hoje e amanhã. Normalmente, saúde é como um jardim: colhemos o que plantamos! Se hoje (sua juventude) você não realiza essas atividades preventivas, no seu futuro (senilidade) poderá sofrer as consequências. Lembre-se: a redução da mortalidade por doenças cardiovasculares, depende também e muito de você!


Erick Douglas Weber da Maia - Mestrando no Programa de Mestrado em Desenvolvimento Regional da Universidade do Contestado (UnC). E-mail: erick@unc.br

Jairo Marchesan - Docente do Programa de Mestrado em Desenvolvimento Regional da Universidade do Contestado (UnC). E-mail: jairo@unc.br