Beto Passos

Coluna Política em Rede Semana I

Por Paulo Ricardo Ferreira 10/10/2016 - 10:32 hs
Beto Passos
Beto Passos durante um evento da pré-campanha.

Depois de sua vitória no último domingo, com o fato inédito na capital da erva mate em ter uma diferença abaixo de 500 votos do concorrente, o prefeito eleito Beto Passos, sentiu-se seguro para reafirmar as promessas de campanha, em relação às quais os candidatos eleitos em geral não demoram a recuar, porque sabem melhor do que ninguém dos exageros deliberadamente cometidos na ânsia de buscar votos. Claro, quanto as estradas do interior o discurso mudou sim, agora Passos já admite que não conseguirá dar conta de todo problema. Mas creio que ninguém imaginava isso também. É um bom começo, embora seja prudente esperar para ver se o tempo, a ambição e o duro jogo político não abalarão essa determinação. A saúde será mesmo, insistiu ele, a prioridade de seu governo, o que é uma boa escolha. Para isso, no entanto, não conta com o orçamento expressivamente robusto e vai ter que sambar em Florianópolis e Brasília para tentar aumentar o caixa dessa área tão carente no município de Canoinhas. O destaque será para a contratação de mais médicos, eliminação das filas nos postos de saúde e a distribuição de remédios em casa (em entrevista ao Ótimo, o vice presidente nacional do conselho de farmácia garantiu que essa última não é possível). Passos logo vai se dar conta – mas não custa esperar que supere esse obstáculo – que infelizmente, como mostra a experiência de várias administrações, as dificuldades para a ampliação do quadro de médicos da rede municipal vão além das limitações orçamentárias. Nem sempre a oferta de bons salários é suficiente para seduzir esses profissionais, principalmente os especialistas. Assim também se coloca o eixo de infraestrutura rural. Mesmo que as patrulhas de manutenção permaneçam 100% do tempo no interior, cuidar e manter 2500 quilômetros de estradas será bem difícil. Quase impossível. Enfim, agora Beto Passos está do outro lado. Vai ter de fazer contas, vai ter de abrir exceções, vai ter de lidar com problemas os quais não conseguirá resolver. Administrar uma cidade com mais de 50 mil habitantes não é tarefa fácil e Passos tem aí 90 dias para aprender. Não poderá estagiar já sentado na cadeira de prefeito. Deverá assumir o posto de direito e principalmente de Fato! Se Beto Passos, o polêmico gritador, outrora bradou nos microfones suas críticas as inúmeras gestões que passaram por essa terra, agora, terá a oportunidade de provar de que não vive só do Gogó. Todos nós estaremos de olhos abertos. Boa sorte, uma boa gestão. Não nos decepcione prefeito.

Renovação

Apesar de a campanha de Passos lutar por renovação e a de Faria por continuidade, na câmara, o que se viu foi a falência das duas perspectivas. Os partidos apoiadores de Passos foram os que reelegeram vereadores, Célio Galeski, Gil Baiano, Paulo Glinski, Wilmar Sudoski. A renovação mesmo veio dos apoiadores de Faria, que elegeram em sua totalidade, caras novas: Telma Bley, Norma Pereira, Paulinho Basílio e Camila Lima.

Juventude de Verdade

Paulinho Basílio é o vereador eleito mais novo da cidade de Canoinhas. Com 22 anos é o primeiro cargo eletivo do jovem na esfera pública. Conquistou 926 votos nas urnas. Votação de gente grande.

Recondução

Pelo que pude assistir das Sessões da Câmara de Canoinhas nos últimos anos, acho justa a recondução de Paulo Glinski ao cargo. Já escrevi aqui várias vezes que o acho o mais sensato entre os vereadores.

Três Barras

As urnas demonstraram que na última hora os indecisos acabaram votando em Emílio Gazaniga (PP), mesmo assim, não foi suficiente para frear Luiz Shimoguiri.

Tudo Igual

Várias figurinhas repetidas foram reconduzidas a câmara de Três Barras: Ernani Jr, Barriga, Carla Shimoguiri, João Canani, Siomara e o Bano.

Esperança

As novidades ficaram por conta da Dani Krailing, Dr Marco Antonio (Gorguinho), Edenilson e Cidinho.

Segunda-feira

Como já era de se esperar as máquinas foram desligadas, os trabalhadores sumiram e as cidades voltaram a rotina normal de não ter nada acontecendo. É o fim da eleição. Até a próxima bateria de obras, desta vez, do estado, no ano de 2018.

 

Forte abraço.