Briga que levou jovem a óbito resulta em 15 anos de prisão aos agressores

Odirlei morreu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santa Cruz na madrugada do crime

Por REDAÇÃO 17/12/2017 - 13:29 hs
Foto: Reprodução/Internet
Briga que levou jovem a óbito resulta em 15 anos de prisão aos agressores
ILUSTRAÇÃO

Luan Neves Wesche e Diecos Augusto Moraes foram condenados a 15 anos de prisão em regime fechado nesta sexta-feira, 15, no Fórum da comarca de Canoinhas. Eles e mais um adolescente de 15 anos são acusados de terem participado do assassinato de Odirlei Munhoz de Lima em março de 2016.

Segundo denúncia do Ministério Público, durante a madrugada de 19 de março do ano passado, na esquina entre as ruas Fauri de Lima e Pedro Barbosa, no distrito do Campo d’Água Verde, em Canoinhas, os denunciados entraram em briga corporal com Odirlei. Como estavam em maioria, dominaram rapidamente a vítima desferindo chutes e socos além de usarem um tijolo para atingir a cabeça da vítima que já estava ferida com dois tiros em uma das pernas. A batida na cabeça foi decisiva para a morte de Odirlei, devido ao politraumatismo provocado. Os tiros foram disparados por outros rapazes na localidade conhecida como Favela do DR, onde a vítima e uma companheiro teriam ido adquirir drogas. Ao fugir do local, ele teria sido surpreendido pelos acusados de o terem espancado.

Odirlei morreu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Santa Cruz na mesma madrugada.

“A morte da vítima se deu com crueldade, tendo em vista a intensidade da agressão perpetrada pelos denunciados, que desferiram diversos golpes contra seu corpo,causando-lhe intenso sofrimento antes do óbito. O homicídio foi cometido com recurso que dificultou a defesa do ofendido, uma vez que os denunciados se encontravam em superioridade numérica em relação à vítima, que já havia sido atingida por dois disparos de arma de fogo na perna, tendo eles se valido de tal situação para alcançar mais facilmente o resultado”, registra a Promotoria na denúncia.

Quatro acusados foram presos preventivamente em julho de 2016, mas um deles teve a prisão revogada pouco depois, considerando que não havia indícios suficientes que comprovassem sua participação no crime. O menor deve cumprir medidas socioeducativas.